Requerimento da câmara acusa Lula de incitar guerra civil e o convida para explicar “Exército de Stedile”

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Na ultima quarta-feira (18), a comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou o “convite” para que Lula dê explicações sobre o exército de Stedile, o qual mencionou em evento recente na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), se referindo aos membros do MST, comandados por Stedile. O fato aconteceu por  ocasião em que militantes petistas e opositores se enfrentaram.

Na ocasião Lula chamou o Movimento Sem Terra de “exército”, e deixou claro que está pronto para “brigar”, “sobretudo quando Stedile colocar o exército dele do nosso lado”, disse o maior líder petista, sob muitos aplausos e sendo ovacionado pelos presentes (veja o vídeo)

A autoria do pedido é do deputado Federal Ezequiel Teixeira (SD-RJ). Segundo o parlamentar, Lula incita a guerra civil e trata de ameaça que pode colocar em risco a segurança nacional e a soberania do Brasil.

O deputado pede ao fim de seu requerimento que Lula explique sobre “o exército que ele diz estar pronto ao seu comando por intermédio do MST”

O requerimento, de autoria do deputado Ezequiel Teixeira (SD-RJ), diz que a declaração de Lula “incita a guerra civil” e trata de ameaça que pode “colocar em risco a segurança nacional e a soberania do Brasil. O pedido é para que o ex-presidente explique sobre “o exército que ele diz estar pronto ao seu comando por intermédio do MST”.

“Somente às forçar armadas compete a defesa da pátria. Causa espécie a declaração de um ex-presidente que um dia fez um juramento de defender a democracia e as instituições permanentes, bem como o ato ilegítimo dirigido por representante de entidade”

“Tal declaração incita a guerra civil. Trata-se, na verdade, de uma ameaça que pode colocar em risco a segurança nacional e a soberania do Brasil. Estamos vivenciando um momento de grave crise política e social. Saber que existe um exército paralelo e perigoso à disposição e comando de grupos políticos gera risco à ordem social”, diz o texto do requerimento que foi aprovado pela Comissão.

Como se trata de um convite, Lula não é obrigado a atendê-lo e caso assim o decida não sofrerá nenhuma sanção.

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