Prontuário que cita o nome de “Lampião” é achado no Rio Grande do Norte

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A história da polícia técnica do estado está escondida no meio de arquivos centenários do que hoje é o Instituto Técnico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep). Em meio a esses documentos guardados foi encontrado um prontuário que chamou a atenção de todos, esse prontuário encontrado em um das salas que será desativada brevemente, ele chamou a atenção por um motivo, o primeiro nome que está escrito, Virgolino Ferreira, mais conhecido como vulgo “Lampião”, ele foi um cangaceiro brasileiro, que atuou em quase todo o Nordeste, exceto no Piauí e no Maranhão, ficando conhecido como Rei do Cangaço, por ser o mais bem sucedido líder cangaceiro da história.

Com esse ilustre prontuário achado, o chefe de gabinete do Itep, Tiago Tadeu, quer que o documento se transforme em peça de museu. “Vai ajudar a contar não apenas a história forense em nosso estado, mas do próprio instituto”, ressaltou

Tadeu conta que “Foram fotos antigas que começaram a despertar curiosidade aqui”, as antigas fotos do prédio, câmeras que registraram locais de crimes, fichas de identificação, máquinas de datilografia também farão parte do acervo do museu, que ainda não tem data de inauguração nem local definido. O objetivo, no entanto, é claro: “preservar a história da instituição e possibilitar a divulgação do importante acervo documental que foi produzido ao longo deste período, como o documento que cita o mais famoso cangaceiro da história”, explica o diretor geral do órgão, o perito Marcos Guimarães Brandão.

Em 1927, Lampião e seu bando foram rejeitado pelos habitantes de Mossoró (Rio Grande do Norte), cidade da região Oeste potiguar, que, liderados pelo então prefeito Rodolfo Fernandes, defenderam a cidade. Após a passagem dos cangaceiros, segundo o pesquisador Rostand Medeiros, foram abertos três processos contra Lampião e seu bando. “São de onde o bando deixou rastros. Em Martins, Pau dos Ferros e Mossoró”, destaca.

Esse prontuário que cita o nome de “Lampião” é uma lauda escrita à fina caligrafia onde constam os nomes dos 55 criminosos mais temidos do sertão nordestino. Ao final, a informação de que os homens citados são enquadrados nos artigos 294 (Matar alguém) e 356 (Subtrair, para si ou para outrem, cousa alheia móvel, fazendo violência á pessoa ou empregando força contra a cousa”, como consta no Código Penal dos Estados Unidos do Brasil de 1890).

O coronel Ângelo explicou que “Pouco se sabe sobre esse documento, mas tem ligação com o processo da comarca de Pau dos Ferros. O fato de estar em Natal pode ser apenas para deixar registrados os nomes e deixar alguma informação sobre o bando”.

Lampião foi morto em 1938, e o documento exibe a data de feitio em 1940, reforçando a ideia de que é uma ata dos processos contra o bando.

Com informações: G1

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