Derrota do Brasil na copa serviu de pretexto para o governo defender maior intervenção estatal no futebol

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E uma nação vai indo por água abaixo… vira e mexe o governo arranja um novo motivo para colocar o dedo na ação “privada” e estatizá-la, assim se constrói uma ditadura, estatizando um país o “pessoal” passa a não existir e o estado passa a não ser mais para o povo, mas o povo passa a ser para o estado. Quem não se lembra da mais perversa ação estatal, diga-se do governo, que a pouco decidiu se meter na família e decidir como os pais devem educar seus filhos, através da fascista “Lei da Palmada”. 

Sem perder tempo e aproveitando o momento, agora é a vez do futebol…

A humilhante derrota de 7 x 1 sofrida diante da Alemanha deixou uma cicatriz profunda no Brasil e enfatiza a necessidade de uma reformulação no futebol do país, mas não está na mesma escala da “tragédia nacional” de perder a final do Mundial de 1950, também disputado em casa, disse o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, nesta quinta-feira.

“Deixou uma marca profunda… foi um desastre”, disse Aldo a jornalistas na entrevista diária da Fifa no Maracanã, onde a seleção brasileira esperava estar no domingo para disputar a final do Mundial.

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Em vez disso, Argentina e Alemanha disputarão o maior prêmio do futebol mundial, enquanto o Brasil jogará contra a Holanda no sábado em Brasília na disputa pelo terceiro lugar.

Aldo disse que o Brasil precisa aprender com a maior derrota de sua história, ocorrida em Belo Horizonte, na terça-feira.

“A melhor atitude a tomar é analisar estas causas e superar as falhas, para que isso não volte a acontecer.”

Ao defender mudanças na maneira que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é dirigida, ele disse que o país precisa analisar a forma que o esporte é organizado.

“Em outras ocasiões já havia manifestado a opinião de que o futebol brasileiro precisa de mudanças. A derrota para a Alemanha expõe ainda mais essa necessidade”, disse.

“Vários críticos e analistas apontam para o enfrentamento do problema de que somos exportadores de matéria-prima, de que nossos craques ou talentos vão muito cedo para o exterior. Fiquei sabendo pelo Alexandre Gallo (treinador das seleções de base do Brasil) que parte importante dos atletas da divisão sub-15 já está no exterior”, disse.

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“Nossa lei facilita essa exportação, dá superpoderes aos empresários… O governo, onde é da sua competência, tem procurado enfrentar, discutindo no Congresso Nacional a modernização da gestão dos clubes, para que eles assumam compromissos e responsabilidades.”

O ministro falou longamente sobre a derrota por 2 x 1 para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950, que ele chamou de “tragédia nacional” e que privou o Brasil de conquistar sua primeira Copa quando sediou o torneio pela primeira vez há 64 anos.

“Claro que são dois acontecimentos lamentáveis: a derrota para o Uruguai era a primeira final que o Brasil disputava. Em 1950, e com o peso não só de ser a decisão, mas tínhamos a convicção de que iríamos vencer”, disse.

“Era uma seleção muito superior à que temos hoje, era uma constelação de craques. A seleção que perdeu para a Alemanha as pessoas achavam que até poderia vencer, mas não seria uma grande surpresa se perdesse.”

“Estou entre aqueles que acham que poderíamos ter ganhado. Se repetirmos o jogo várias vezes, não teremos esse resultado”, disse.

(Com informações da Agencia Reuters)

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