Em primeiro dia como Presidente do STF Lewandowski defende melhores salários para juízes

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O salário de um Juiz de direito em início de carreira é cerca de R$ 24 mil. Para Lewandowski esse valor está defasado e precisa ser melhorado. 

No primeiro evento do qual participou como presidente eleito do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski defendeu a melhor remuneração dos juízes do País. Ao destacar os desafios da profissão em evento organizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, Lewandowski disse que há, atualmente, uma “defasagem muito grande dada a espiral inflacionária”. O ministro saiu aplaudido por uma plateia de juízes que participavam de evento sobre Justiça restaurativa.

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Ao deixar o local, Lewandowski contou que durante sua gestão à frente do Supremo pretende facilitar e permitir que os juízes tenham “todas as condições de melhorar a prestação jurisdicional”. “Seja do ponto de vista de equipamento, do ponto de vista humano e também, por que não, uma remuneração condigna”, completou.

O ministro foi eleito na quarta-feira, 13, pelos colegas para assumir a presidência do STF. A posse deve ocorrer no início de setembro. Lewandowski é também vice-presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), João Ricardo Costa, disse acreditar em uma relação “republicana” da entidade com o atual presidente da Corte. A expectativa é de que as relações melhorem, na comparação com a gestão de Joaquim Barbosa. As entidades ligadas à magistratura acusavam Barbosa de não ouvir a categoria e assumir postura “isolacionista”.

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Diálogo

Lewandowski voltou a defender uma gestão pautada pelo diálogo entre o Judiciário e os demais poderes, associações e sociedade em geral. O maior desafio à frente do STF, reiterou o ministro, será dar vazão rápida aos julgamentos de recursos extraordinários com repercussão geral, cerca de 600 atualmente.

O ministro defendeu também uma mudança na mentalidade dos magistrados para buscar meios alternativos de resolução de conflitos. “Não é mais possível que o judiciário mantenha sua postura tradicional. É preciso mudar a cultura da magistratura, parar com essa mentalidade de que todos os problemas sociais serão resolvidos mediante ajuizamento de processo”, disse Lewandowski. (Beatriz Bulla/Agência Estado, com edição Revolta Brasil)

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