Empreiteiras bancaram Caixa 2 da campanha para a reeleição de Lula, diz delator

1537

Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, preso pela Operação Lava-Jato, em delação premiada afirmou que o grupo de empreiteiras que compunham o consorcio responsável pela construção da plataforma P53 da Petrobras foi procurado, pelo tesoureiro da campanha de reeleição de Lula em 2006, que solicitou ao consórcio uma “doação não oficial” no valor de R$ 2,4 milhões em dinheiro vivo.

Segundo o empreiteiro, o pedido de doação “não oficial” partiu do então tesoureiro da campanha petista José de Filippi Junior, ex-secretário de Saúde do município de São Paulo para a empreiteira Queiroz Galvão, então líder do consórcio QUIP, responsável pela construção da plataforma P53 da Petrobras junto com a Camargo Corrêa, IESA e UTC.

Empreiteiras que faturaram mais de R$ 6,8 bilhões do governo petista financiaram filme de Lula

O delator disse ainda que ele ficou responsável por levar o dinheiro até  Filippi, devido a sua proximidade com ele e pela logística facilitada, já que ambos estavam em São Paulo.

As informações são do Estadão, que procurou as empreiteiras, o PT e Lula para comentarem a delação.

Segundo o Estadão, a assessoria de Lula, o PT e a empreiteira Camargo Correia não quiseram comentar o assunto. A UTC, empresa do delator, não respondeu aos contatos da reportagem, o Estadão não econtrou representantes da IESA para comentar o caso.

Laudo da PF aponta que bandidos de colarinho branco desviaram R$ 42 BI da Petrobras

Queiroz Galvão, que segundo a matéria foi a empresa procurada pelo tesoureiro da campanha de Lula, respondeu ao Estadão com uma nota com os seguintes dizeres:

“Queiroz Galvão esclarece que as atividades da companhia são pautadas pelo respeito aos padrões internacionais de ética corporativa.”

José de Filippi Junior, o tesoureiro, divulgou uma nota em que negou todas as declarações de Pessoa: “Refuto veementemente todas as acusações que o Sr. Ricardo Pessoa dirige a mim”. Ao fim da nota, fez uma reflexão sobre sua história política ilibada:

“Ao longo de mais de 20 anos, ocupei cinco mandatos populares, tosos eles conquistados sobretudo pela confiança que a população de Diadema me conferiu. Jamais solicitei ou recebi vantagens indevidas nos cargos que exerci. Este é meu maior patrimônio e que ninguém irá me tirar”, José de Filippi Junior, tesoureiro da campanha à reeleição de Lula em 2006.

Em evento, Moro diz que Brasil “perdeu a dignidade” com corrupção

Deixe seu comentário!