Enem pode ser adiado à pedido do MPF no Ceará

636

O Ministério Público Federal do Ceará (MPF-CE), fez um pedido nesta quarta-feria (2), referente ao Enem, onde eles pedem a suspensão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Oscar Costa Filho, que além de ser o procurador da República, ele também é o autor do pedido, no pedido ele argumenta que o adiamento da prova para mais de 190 mil candidatos fere o princípio da isonomia (estado dos que são governados pelas mesmas leis). Em anúncio o Inep disse que o adiamento só foi provocado  pela ocupação nas escolas onde 191 mil alunos deveriam fazer as provas.

Conforme o procurador da República, é que não poderia ser aplicada a teoria da resposta ao item (TRI) à prova de Redação, prejudicando a igualdade entre os participantes, ainda afirma que “As provas objetivas seguem a TRI, o que equilibra as chances. Mas as redações não. Isso prejudicaria os candidatos. Logo a Redação que, muitas vezes, decide a classificação”.

Pelo fato de ser com extrema urgência, essa ação deverá ser julgada ainda nesta sexta-feira, que no caso é a véspera do início do Exame. O juiz Ricardo Cunha Porto, da 8ª Vara da Justiça Federal, no Ceará, vai analisar o pedido. Caso o resultado seja positivo, vai valer para todo o Brasil.

 O próprio autor do pedido, o procurador Oscar Costa Filho, sugere que na ação que o Inep adie a aplicação da Redação para todos os candidatos, e não só para os 191 mil que fariam exame nas escolas em que há ocupações, “Peço que o juiz determine que o Inep adote as providências. Aí ele pode adotar o que ele quiser. Ele pode fazer a prova objetiva e deixar só a Redação para fazer depois, todo mundo junto, ou pode levar todo mundo para os dias 3 e 4 (de dezembro)”.

Em seu site, o Inep disse que solicitou à Advocacia Geral da União que “apresente para a Justiça Federal os fatos que demonstram o grave equívoco na argumentação apresentada pelo Procurador da República Oscar Costa Filho, do Ceará”.

A nota do Inep diz ainda que “todo ano, o Enem realiza dois tipos de prova e, consequentemente, duas redações. As provas do Enem têm o mesmo princípio da equivalência garantindo igualdade de condições a todos os inscritos. É lamentável qualquer tentativa que venha gerar insegurança e tumultuar um Exame que afeta a vida de 8,6 milhões de estudantes e seus familiares”.

Com informações: Estadão

VEJA TAMBÉM:

Começam a ser enviados avisos de remarcação para estudantes que farão Enem em escolas ocupadas

Ocupações farão com que alunos façam Enem com presos

No Senado, representante de ocupações diz que haverão “métodos de desobediência civil”

Filha de militante do PT é símbolo de apartidarismo nas invasões de escolas

Deputado denuncia material didático de erotização infantil em creches e pré-escolas

Deixe seu comentário!