“Massacre” provocado pela briga entre duas facções criminosas no maior complexo penitenciário de Manaus deixa 60 presos mortos.

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Um confronto entre duas facções criminosas no maior presídio de Manaus resultou em 56 presos assassinados, provocado pela briga entre as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC), originária de São Paulo, e a Família do Norte, do Amazonas. Na tarde de segunda, estourou outro motim, dessa vez na Unidade Prisional do Puraquequara, onde mais quatro presos morreram.

A rebelião que começou na tarde de domingo (1º), só foi controlada na manhã de segunda-feira (2), mais de 16 horas de horror, com 56 presos assassinados, dos quais muitos foram decapitados e esquartejados. Doze agentes penitenciários foram feitos reféns. Alguns presos agredidos foram encaminhados para hospitais da região.

O “massacre” em Manaus é a segunda maior rebelião mais letal da história do sistema prisional brasileiro, ficando atrás apenas do Massacre do Carandiru, em 1992, no qual 111 presos foram assassinados pelas tropas da Polícia.

Na tarde de domingo foram seis detentos decapitados e seus corpos arremessados para fora da unidade. Conforme autoridades, a rebelião teve a intenção de mandar um recado aos rivais. A polícia esta averiguando se teve uso de arma de fogo no início da rebelião.

A imprensa internacional repercutiu a rebelião em Manaus como um caso de crueldade. Por mais que o Brasil seja conhecido mundialmente pelas péssimas condições dos presídios, a forma que foram executados é de tamanha improbidade.

 

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