Pesquisadores criam tecnologia inovadora que transforma esgoto em petróleo

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O projeto revolucionário é também uma pedra no sapado de uma das indústrias mais poderosas do mundo, a do petróleo nos moldes convencionais. Vale lembrar que alguns estudiosos já pagaram caro por seus inventos, diversos dos quais poderiam salvar milhões de vidas e curar doenças.

Veja alguns exemplos:

Pois bem, vamos à brilhante descoberta!

A pesquisa que encontrou a tecnologia revolucionária que pode mudar os rumos da humanidade (já que aproveita o esgoto como combustível e economiza petróleo natural, limpando e despoluindo o meio ambiente) partiu do Laboratório Nacional do Pacífico Noroeste do Departamento de Energia dos Estados Unidos.

A tecnologia, chamada liquefação hidrotérmica(HTL, na sigla em inglês), imita as condições geológicas que a Terra usa para criar petróleo bruto, usando alta pressão e temperatura para conseguir em minutos algo que a Mãe Natureza leva milhões de anos. O material resultante é semelhante ao petróleo bombeado para fora do solo, com uma pequena quantidade de água e oxigênio misturado. Este biocrude pode então ser refinado usando operações convencionais de refinação de petróleo.

As estações de tratamento de águas residuais nos EUA tratam aproximadamente 34 bilhões de litros de esgoto todos os dias. Esse montante poderia produzir o equivalente a cerca de 30 milhões de barris de petróleo por ano. A PNNL estima que uma única pessoa poderia gerar de dois a três litros de biocrude por ano.

A tecnologia também pode ser utilizada para produzir combustível a partir de outros tipos de matérias-primas orgânicas húmidas, tais como resíduos agrícolas.

A tecnologia foi licenciada para a empresa Genifuel Corporation, que agora trabalha com a empresa Metro Vancouver, em parceria com autoridades da terceira maior cidade do Canadá, a Colúmbia Britânica, para construir uma planta piloto, a um custo estimado de US$8 a US$ 9 milhões de dólares canadenses.

Uma vez que o financiamento está no lugar, Metro Vancouver planeja passar para a fase de projeto em 2017, seguido pela fabricação de equipamentos.

“Se esta tecnologia emergente for um sucesso, uma futura unidade de produção poderia abrir caminho para a operação de águas residuais da Metro Vancouver atender a seus objetivos de sustentabilidade de zero energia líquida, zero odores e zero resíduos”, acrescentou Mussatto. (Informações: Engenhariaé)

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