Empresário compra patente de remédio usado em pacientes de AIDS e malária e aumenta preço em 5.000 %

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O caso mostra o pior do ser humano. O total desprezo pelo próximo, inviabilizado o acesso a um medicamento necessário por pacientes de doentes venéreas para prolongar um pouco mais suas vidas.

Nenhum animal priva outro de sua vida para simplesmente arrecadar riquezas pessoais, senão o ser humano.

Observe o caso, revoltante e vil, protagonizado por Martin Shkreli, dono da empresa farmacêutica Turning Pharmaceuticals, que recentemente comprou a patente do Daraprim, usado por pacientes de AIDS e Malária, entre outras doenças venéreas, aumentando seu preço  de US$ 13,50 para US$ 750 logo após a compra. Trata-se de um aumento de 5.455,5%, tornando para muitos, inviável sua compra, assim como diminuindo a expectativa de vida, que poderia ser aumentada com o uso do medicamento.

Brasil Post – O Daraprim — nome comercial para a pirimetamina — é uma das principais drogas utilizadas na prevenção de infecções oportunistas da Aids, como os parasitasToxoplasma gondii, responsável pela toxoplasmose, e Cystoisospora belli, causador da isosporíase. A substância também é empregada no tratamento demalária causada por Plasmodium falciparum.

Os direitos de exploração da droga nos Estados Unidos foram comprados em agosto pela Turing Pharmaceuticals, start up dirigida por Martin Shkreli, ex-operador de ações de alto risco de 32 anos. A patente de sua exploração nos Estados Unidos, que tem mais de 60 anos, já pertenceu à GlaxoSmithKline e a mais três companhias.

De acordo com o New York Times, o preço do Daraprim subiu de US$ 13,50 para US$ 750 logo após a compra. Trata-se de um aumento de 5.455,5%.

O aumento fez com que a Infectious Diseases Society of America e a HIV Medicine Association enviassem uma carta a Turing dizendo que o aumento de preço é“injustificável para a população de pacientes vulneráveis”.

Martin Shkreli disse que a droga não irá causar impacto no sistema de saúde porque seu uso não é tão comum, e que o dinheiro será utilizado para desenvolver tratamentos melhores, com menos efeitos colaterais.

“Eu certamente não acredito que esta seja uma daquelas doenças em que precisamos urgentemente de terapias melhores”, disse Wendy Armstrong, professora de infectologia da Emory University em Atlanta, ao New York Times.

Judith Aberg, chefe de infectologia da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, disse ao jornal que o aumento de preço pode forçar hospitais a usarem “terapias alternativas que podem não ter a mesma eficácia”.

 

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