Venezuela, suspensa do Mercosul, diz não reconhecer suspensão e determina que fica no Bloco

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O país comandado por uma das poucas ditaduras que ainda restam nas Américas agora mostra que sequer respeita decisões de um colegiado de países, que, ao suspender a Venezuela do Mercosul por não concordarem com as políticas comerciais e democráticas do país chavista foram rechaçados pela  chanceler Delcy Rodríguez.

A Venezuela –que entrou no bloco em 2012– sustenta que alguns dos compromissos de adesão se chocam com suas normas internas, embora na terça-feira (29) tenha dito estar disposta a assinar um dos convênios comerciais pendentes, relacionado às tarifas comuns e à livre circulação de bens.

Consequentemente, os demais sócios enviaram a ela um “comunicado” para indicar que seus direitos no bloco “estão suspensos”, informou na quinta-feira (1º) à AFP uma fonte do governo brasileiro.

Rodríguez indicou que “esta notificação não existe” e a chamou de “falsa”. De acordo com a fonte brasileira, a informação não foi divulgada publicamente porque provavelmente “ainda não foi recebida” oficialmente em Caracas.

A suspensão vinha sendo desenhada desde que os outros Estados membros bloquearam em julho o acesso do país caribenho à presidência semestral do grupo. Em setembro decidiram ocupar a vaga de forma colegiada, ao lançar o ultimato.

“Pedimos (…) aos países que violam a institucionalidade do Mercosul que se abstenham de qualquer ação contra nosso país”, disse Rodríguez na quinta-feira (1º) no Twitter.

Maduro proclamou em várias ocasiões a determinação da Venezuela em permanecer no bloco. “Se nos tirarem pela porta, entraremos pela janela”, advertiu. (Via: UOL)

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