Vereador apresenta projeto que determina prisão perpétua para quem for “sarcástico” com animais

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Vereador Rodrigo Maroni na tribuna do plenário

Quando pensamos que já vimos de tudo na política brasileira, aparece mais isso.

Já teve vereador dizendo que queimaria diploma universitário, se projeto de redução dos salários dos parlamentares municiais fosse reduzido (veja a matéria).

Outro, disse não conseguir viver com salário de R$ 10 mil da câmara de vereadores, e depois foi preso por corrupção. ((Veja a matéria)

Teve vereador que já aconselhou professora a ingressar na política para ganhar um salário melhor (veja a matéria).

Teve vereador apresentando projeto para acabar com a obrigação de usar cinto de segurança para não sujar a roupa (veja a matéria)

Teve cidade que ficou sem nenhum vereador, depois de todos serem presos por corrupção, durante sessão plenária (veja a matéria).

Agora, mais essa!

Quem informa é o portal ilisp.

Em mais um exemplo do nível de absurdo que os membros do estado alcançam ao legislar, o vereador Rodrigo Maroni (PR) apresentou um projeto que determina a “pena de prisão perpétua em clínica psiquiátrica a quem for sarcástico com animais, estuprá-los e enterrá-los vivos no município de Porto Alegre”. O projeto não define o que seria “ser sarcástico com animais”.

Na exposição dos motivos do projeto, o vereador salienta que ele seria importante para “protegê-los de qualquer infortúnio relacionado a dor e sofrimento” e “salvaguardar dos malfeitores os animaizinhos”. A Procuradoria da Câmara Municipal de Porto Alegre já se manifestou contra o projeto, na medida em que “a proposição tem conteúdo normativo que regula matéria penal, extrapolando do âmbito de interesse local, de competência do Município, e incidindo em violação aos artigos 22, inciso I, e 30, inciso I, da Constituição da República”, mas o projeto segue em tramitação.

Esse não é o primeiro projeto esdrúxulo apresentado pelo vereador Rodrigo Maroni. Há poucos meses o mesmo vereador apresentou outro projeto que determinaria que toda família de Porto Alegre seria obrigada a adotar cães e gatos, como se uma canetada obrigando milhões de pessoas a fazerem algo que um vereador quer fosse resolver alguma coisa.

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